Mas, afinal, que dados o 192 SMART coleta e como eles ajudam a salvar vidas?

Mas, afinal, que dados o 192 SMART coleta e como eles ajudam a salvar vidas?

Você já sabe que o 192 SMART, enquanto vai sendo usado por você e por mais milhares de pessoas nas ruas e estradas do Brasil, ajuda a mapear dados que servem para a gestão pública planejar medidas de prevenção de acidentes. Nossa meta é erradicar as mortes no trânsito, zerar as estatísticas, acabar com a epidemia de gente matando gente nas vias públicas.

Anderson Scaloni, desenvolvedor e sócio da SAS Smart, startup desenvolvedora do aplicativo, explica: “Os dados podem prever comportamentos e repetições de comportamento no trânsito em pontos específicos da cidade”. E ele vai além: dizem para a gestão pública como devem agir para evitar novas ocorrências.

Mas que dados são esses?

Em Limeira (SP), primeira cidade a adotar integralmente o 192 SMART, em setembro do ano passado, já temos dados suficientes para mostrar o impacto da utilização do aplicativo para a prevenção de ocorrências. Como sabemos isso? Cruzando dados.

Funciona assim: em uma tela, você vê os dados de óbitos no trânsito compilados pelo Infosiga, ampla base estadual de acidentes com óbitos. Em outra, visualiza os dados do SAMU, em que aparecem os locais de onde foram feitos chamados relacionados ao trânsito. Na terceira tela, vê pontos indicados pelo aplicativo: frenagens bruscas e “quase acidentes”.

E o que são “quase acidentes”? Scaloni explica: “São registros de frenagens bruscas, feitas no momento em que o motorista precisou parar repentina e rapidamente, em um curto espaço de tempo. Com a inteligência aplicada no 192 SMART, somos capazes de diferenciar frenagens de acidentes reais, dando mais eficiência ao uso da tecnologia para a prevenção de acidentes no trânsito”, diz.

Ao sobrepor as três telas, o resultado é incrível: onde há óbitos, há também chamados para o SAMU e acionamentos do aplicativo – não no mesmo dia, mas sim no mesmo local ou em pontos muito próximos, apontando zonas de risco. Isso significa que a cidade tem pontos em que uma nova tragédia está apenas esperando para acontecer.

Veja este exemplo:

O pin preto simboliza uma morte no trânsito. Neste caso, de um motociclista. O ponto amarelo mostra, na mesma rotatória problemática, um chamado feito para o SAMU. Um pouco mais abaixo, com a corujinha do 192 SMART, você vê um acionamento do aplicativo. É a forma mais gráfica de demonstrar um exemplo real de local perigoso, que exige um semáforo, por exemplo, ou uma lombada para reduzir a velocidade na aproximação do cruzamento.

Outro exemplo? Aí vai:

Mesma lógica: pontos amarelos mostram chamados do SAMU, pin cor-de-laranja, o acionamento do aplicativo. Tem alguma dúvida de que estas vias precisam de alguma ação para prevenção de ocorrências? Para evitar que o próximo pin seja preto, a cidade sabe onde deve tomar providências. Segundo o secretário de Mobilidade Urbana de Limeira, Rodrigo Oliveira, o 192 SMART “vem ajudando no levantamento e na localização dos acidentes”.

Oliveira diz que, com o aplicativo, a cidade tem “a possibilidade de verificar os locais com grande fluxo de veículos para atuar na prevenção de acidentes, podendo trazer melhor sinalização no local, faixas indicativas etc.” O secretário lembrou ainda a campanha Toda Vida Conta, realizada a partir de dezembro de 2017 em parceria com o SAMU Limeira e o 192 SMART, em que motociclistas foram alertados em locais críticos para esse público – tudo a partir de dados levantados com o uso do app.

Entendeu ou quer que a gente desenhe? 🙂

Ah, vale lembrar que todos os dados são coletados de forma anônima e nunca associam o usuário a determinado comportamento. Nosso objetivo não é identificar quem dirige de tal forma, mas entender em que locais há problemas que podem ser resolvidos para prevenir novas ocorrências. Vamos juntos?

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